3b.gif (12900 bytes)Fico aqui observando meus filhos e me perguntando se temos realmente que ter uma data certa no calendário da vida.....
Dia de mãe é todo dia que ouvimos "Manhêeeeeee...."
É o ficar acordada até de madrugada pois o filhinho(a) de 30 anos não chegou ainda da rua....
É sorrir em lágrimas por uma bobagem qualquer que nossos rebentos fazem ou falam...
É viver de sonhos e de amanhãs incertos...
Olhar aquela criaturinha e nela depositar nossas melhores partes de tudo...
Nossas vidas...
Nossos projetos....
Nosso eu!
Mas, é também dia da mãe aquele em que acordamos nos sentindo filhas e carentes!
Aquele em que queremos o colo e mais nada!
Os sonhos cedem espaço as lágrimas...
O alento ao cansaço....
A certeza à desesperança.
Sim, mãe também sente tudo isto:
Aquela vontade enorme de congelar por seis meses o filho que tanto grita, reclama, não quer comer e nem fazer nada!
O desejo de trancar-se no guarda roupa e ali ficar dependurada meio às calças deixando a vida correr.
Sente raiva
Sente dor
Quer colinho
Carinho
Amor
E, troca tudo isto por um sorriso travesso de seu pequeno tesouro e se sente enorme e poderosa na efemeridade
E se sente feliz e inteira.
Que a Grande Mãe nos abrace a todas e continue permitindo a cada uma de nós sermos na terra, as portadoras do milagre maior de Deus: Gerar uma nova vida!

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Atualizada em abril/2000
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