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Insulado em São Luís do Maranhão, onde nasceu, Nauro Machado é original
por ser poeta universal entre os seus contemporâneos mais imediatos, como
ferreira Gullar, lago Burnett, José Chagas e Bandeira Tribuzi. Se Gullar
questiona a própria forma poética, Nauro Machado sai para o questionamento
da própria essência e destinação do ser humano , sem deixar de cultivar
uma linguagem poética e uma técnica de verso exemplares. A poesia de Nauro
machado é uma encruzilhada de dois caminhos do mundo ocidental: o apolíneo
(no seu classicismo formal rigoroso) e o dionisíaco no sentido existencial
da tragédia. O poeta vacila entre Homero e Arquíloco, os dois caminhos do
ontem que fabricam o hoje. Tudo em seus textos é sensorial (dionisíaco),
mas tudo nele encerra também um rigor clássico de cristal e polimento, dimensão
e medida, síntese exata e precisa. Nauro Machado renova o antigo e torna
o moderno uma recriação do nosso acervo poético. A síntese da sua visão
cosmológica está nesta citação de Donaldo Schüler "Apanha o homem
na queda a estágios profundos de impotência e incerteza".
Nauro Machado trabalhou no serviço de assistência a menores, após estudos
no Colégio de São Luís; trabalhou na Secretaria de Agricultura e na Secretaria
da Industria. Assessor Cultural da Secretaria da Cultura, o poeta tem colaborado
na divulgação de obras e autores maranhenses, não fosse ele também um arguto
ensaísta. É dono de uma extraordinária obra poética que em 1995 contava
já com 27 títulos editados.
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