| ANA LUISA AMARAL |
| por
poetas e críticos. Dona de uma forma pessoalissima de escrever poesia,
incomoda o modelo profusamente representado no modelo "órfico"
ocidental que prevalece até aos nossos dias. Segundo alguns críticos,
a voz poética de Ana Luísa Amaral enquadra-se no campo do
feminino não do feminista - e reconhece-se num diálogo irónico
com outras escritoras que a antecedem: Virginia Woolf, a americana Emily
Dickinson, ou a muito portuguesa Sophia de Mello Breyner. Outros , como
no caso de Paulo Morão, vêm esta poesia situar-se no espaço
do "permanentemente ambíguo que o fragmento do verso de Sá-Carneiro
"qualquer coisa de intermédio", glosado no livro, diz:
o espaço de um sujeito que é e não é, que se
vai fazendo ao longo da interrogação de si nos textos ". Uma leitura estimulante, abrindo novos rasgos na nova poesia portuguesa, reinventando e desconstruindo a tradição em que se viram do avesso tanto Orfeu como Euridice. OBRAS: POESIA: Minha Senhora de Quê - 1990 Epopeias - 1994 E muitos os Caminhos - 1995 Às Vezes o Paraíso - 1998 Imagens - 2000 Literatura para a infância; Gaspar, O Dedo Diferente e Outras Histórias, Porto, Campo das Letras, 1999. TRADUÇÕES: Castelhano Está representada na seguinte publicação: La Página (Canárias). Nº 24 (ano VII, nº2). Inglês |