| ANTÓNIO
NOBRE (1867-1900) |
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A
partir da sua licenciatura em Ciências Políticas, na Sorbonne, o seu itinerário
biográfico, relata uma via crucis dolorosa, retratando a luta contra a
tuberculose, de que nunca recuperará.. Taxado de simbolista e de neo-garretiano,
mais por necessidade de classificação do que por verdadeira fidelidade
a qualquer código literário, António Nobre escapa a todas as classificações,
na medida em que introduz na lírica portuguesa elementos inovadores importantíssimos.
O autor de "Só", empreende nos seus versos uma recuperação do tempo perdido
da infância e da adolescência. Ele revela a imagem de um Portugal agrário,
intocado pela revolução industrial, acidulada pela consciência do desgaste
cosmopolita e pela premonição do "finis patriae". O culto do anglicanismo
janota, a reverencia aos mitos e ritos da igreja católica, a alusão à
morte e funéreo e o desvanecimento com a alegria dos costumes populares,
permitem traçar o quadro em que se inscreve a sua poesia. António Nobre
morre a 18 de Março de 1900, aos 33 anos. |