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trabalhando como empregado de escritório, correspondente comercial, professor
e tradutor. Nos anos 50, radica-se em Lisboa, vindo a ser director das
revistas literárias Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia, tornando-se
conhecido como ensaísta e crítico literário. A partir de 1958, com a publicação
do livro Grito Claro, torna-se conhecido como poeta. São fundamentais
na sua obra poética os temas da terra, da água, do fogo e do ar. Em 1976
recebeu o prémio de tradução da Fondation de Hautvilliers e em 1988 foi-lhe
atribuído o Prémio Fernando Pessoa.
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