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O
reio de sol da tarde
Que uma janela perdida
Reflectiu
Num instante indiferente
Arde,
Numa lembrança esvaída,
À minha memória de hoje
subitamente
Seu efémero arrepio
Ziguezagueia, ondula, foge,
Pela minha retentiva...
E não poder adivinhar
Por que mistério se me evoca
Esta ideia fugitiva,
Tão débil que mal me toca!....
Ah, não sei porquê, mas certamente
Aquele raio cadente
Alguma coisa foi na minha sorte
Que a sua projecção atravessou...
Tanto segredo no destino de uma vida ...
É como a ideia de Norte,
Preconcebida,
Que sempre me acompanhou...
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